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quarta-feira, 27 de julho de 2011

SE ARREPENDIMENTO MARCASSE GOLS

Guarde muito bem guardado em sua memória o nome que vou citar agora: Gustavo Pereira de Lima, goleiro da equipe de juniores do Sport Club do Recife. Nome que ganhou destaque na impressa nacional e no boletim de ocorrência da Delegacia de Barão de Cocais, cidade sede da Copa BH de Futebol Juniores.

Numa atitude covarde, que não deu chance alguma de defesa ao seu colega de profissão, o goleiro acertou uma voadora, pelas costas, no volante vascaíno Elivélton. A partida não estava nada favorável para o time de Recife, pois perdiam por 3 a 1.

Será que por isso o clima ficou nervoso e provocou ação impensada e irracional desse infeliz atleta?

Não! Violência no futebol já não é muito agradável, imagine num caso desses, onde a carreira de um promissor atleta ficou a mercê da sorte. O volante saiu de campo com a suspeita de ter fraturado a coluna cervical, por sorte foi constatado apenas uma contusão de coluna torácica.

Sem pensar? Também não! O goleiro teve um grande espaço de tempo para raciocinar suas ações, a confusão acontecia no meio campo, o “meliante” saiu correndo de sua meta, mirou e acertou uma voadora na região das costas próxima ao pescoço.

Presenciamos caso de agressão com grande proporção de infelicidade na Copa do Mundo de 1994 (dentre outros casos que não vou citar, se não teremos uma postagem muito grande), quando Leonardo, lateral esquerdo da seleção Brasileira, acertou uma cotovelada desleal em Tab Ramos, dos Estados Unidos. Fatos semelhantes pela imprudência de ambos os jogadores, porém com diferença no tempo disponível para o raciocínio das ações.

O jogador do Sport teve mais ou menos 10 segundos para raciocinar no percurso entre a sua área e o meio-campo, já Leonardo não! Não estou defendendo nenhum, tão pouco o outro; as duas ações são desprezáveis. Mas alguém chegar a dizer que foi uma ação impensada, não dá!

Se arrependimento marcasse gols, talvez o Sport teria virado o placar da partida em questão.  Mas alguém precisa avisar ao goleiro que não tem mais como reaver sua posição, sua decisão foi tomada e de forma pensada.

Desculpas! Não vão adiantar e nem serão bem recebidas pelo agredido. Elivélton deseja que seu agressor seja banido do futebol. “Que vá para o UFC” (Minha opinião). Gustavo prestará depoimento e responderá por tentativa de homicídio.

Arrependimento agora não é nada comovente, pois veio após uma possível exclusão da equipe de Recife, que pode acabar em pizza, ou melhor, em frango assado. A diretoria, após o episodio, anunciou a exclusão do atleta de seu plantel, no entanto, algumas horas depois reviu o caso e o atleta pode ser reintegrado ao grupo.

Caso se confirme a passividade da diretoria nesse caso, veremos como nossos dirigentes são coniventes com esse tipo de situação. A abolição da violência nos esportes precisa ser de dentro dos clubes para fora e assim contagiar os torcedores com a paz.

Não foi o primeiro, muito menos o último, mas temos que buscar meios de minimizar esse tipo de situação.

Violência mata a Diversão. Futebol sem violência! 

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